sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Minha sobrinha acabou de me sintonizar aqui na Postagem. Agora tenho menos desculpas e devo movimentar esta Biblioteca, ao menos com texto por enquanto.  E aí vai, do livro A EUCARISTIA, PÃO DA VIDA ETERNA, de Raffaello Martinelli, tradução e gráfica da Loyola:
"A Santa Missa é celebrada por ordem do Senhor 'até que Ele volte'. Portanto, a Missa é celebrada durante este tempo de 'ausência'do Senhor e até o dia em que Ele volte: nesse dia já não será necessário celebrar a Eucaristia, porquetodosos justos estarão sentados à Mesa do Reino de Deus, isto é, no Paraíso, e 'Deus será tudo em todos' (1 Cor 15,28).

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

O púlpito envolvente
Pe. Zezinho, scj


Olho as igrejas, o púlpito de ontem e o de hoje e me vem à mente a palavra "xaris", do grego. Pode ser traduzida como graça, charme, algo mais. O púlpito de hoje tem um algo mais e um charme que o de ontem não tinha, embora, em muitos casos, tenha conteúdo bem menos profundo, menos sociológico, antropológico ou teológico. Mas são mais envolventes e encantadores.

A canção, de longa data tem ajudado a pregação, mas os novos recursos da mídia, que é hoje o mais novo púlpito das mais diversas igrejas, com pregadores de forte apelo e imensa simpatia, tem trazido, em todas as igrejas, um afluxo, quase caudal, de novos adeptos. Se um dia se tornarão crentes é outro assunto.

Milagres, exorcismos, curas, muletas ao chão, óculos na grama, cadeiras de roda abandonadas impressionam, mas isso porque o pregador ganhou credibilidade pelo seu charme, pelo entusiasmo, pela maneira de pregar. Há quem goste daquele jeito e daquela forma de anunciar Jesus. Há quem não goste. Quem não gosta terá outros templos e outros pregadores com quem sintonizar. Novas igrejas, novos templos e novos pregadores é o que não tem faltado nesses tempos de mídia farta e ao alcance de todos.

Gravei, recentemente, a prece de um deles, de formação pentecostal que pedia a Deus para cura de 49 doenças. Ou ele as conhecia por ter estudado medicina, ou lera alguma lista na Internet. Queria atingir o máximo de fiéis e aquela parecia uma boa proposta. Chamava-as de demônios. Assim, em dez minutos de oração afirmava que Deus estava curando as vítimas de irritabilidade, motilidade, obstrução pilórica, agranulocitose, miastenia, enfarto do miocárdio, e, assim por diante. Citou 49 doenças. Gravei o programa. Em algum lugar alguém teria aquela doença. Se a pessoa não se converteu, ao menos foi tocada e ficou o convite.

Qualquer fiel menos instruído que ouve um pregador entusiasmado a pedir a cura da enfermidade que o aflige, sentir-se-á incluído. Entre milhares, talvez milhões de ouvintes e telespectadores é impossível que não haja pelo menos uns dois mil com algumas daquelas enfermidades.

É pregador confundindo graça alcançada com graça pedida e simpatia e charme com eficácia. Embora garantisse que, naquele momento, fiéis estavam sendo curados, tática muito comum entre alguns grupos pentecostais, não havia como verificar sua garantia. De fato, milhares desses novos pregadores na Igreja Católica e nas evangélicas ou pentecostais garantem que durante sua prece "demônios estão caindo por terra". Se conseguem tais curas naquela hora, ninguém verifica. Mas as palavras produzem o seu efeito em alguns irmãos mais carentes de atenção. Alguém se lembrou da sua perplexidade e da sua dor.

***

É o novo charme do novo púlpito. Tem luzes, cores, closes, flashes, detalhes que, ontem, o fiel não via. Tem testemunho do fiel curado para milhões de espectadores. Jesus, segundo alguns evangelistas, às vezes levava para um canto ou para fora da vista do povo (Mc 8,23) e propunha depois da cura que não dessem testemunho (Mt 8,4; 9,30; 16,20;17,9). Hoje a proposta é bem mais proselitista e segue o caminho inverso.

Uma câmera e um microfone estão a postos para mais um testemunho de que Jesus foi outra vez eficaz, e, é claro, naquele grupo de cristãos! Apóiam-se mais em Mateus 10,27 que sugere que se proclame a boa nova de cima dos telhados. Por que silenciar se o milagre aconteceu? Mc 8,30 e Lc 9,21 sugerem que Jesus proibia severamente que dessem testemunho. Nem sempre obedeciam.

O púlpito envolvente tem feito muitos novos adeptos. E em geral, o pregador incentiva o fiel a testemunhar a favor de Jesus naquela igreja, vale dizer, a seu favor! Seria mais digno de crédito o pregador que chamasse os que foram curados em outros templos e outras igrejas para testemunhar o que Jesus fez a um católico ou a um evangélico de outra igreja ou de outro movimento. Não tem sido esta a práxis. A "aqui" tem tido uma força avassaladora. O Jesus que cura ali, aparentemente não cura "lá"... Não há ecumenismo que viceje num ambiente assim parcial...
www.padrezezinhoscj.com

Este texto do Padre Zezinho, a mim enviado pela querida Bloguista e Catequista Sheila Jorge, demanda grande e coerente reflexão. À primeira vista parece um pouco radical, mas é real, e é a visão profética do nosso querido Padre Zezinho. É por aí mesmo. Mais desapego, mais verdadeiro amor a Deus e ao próximo.  

sábado, 14 de abril de 2012

Unidos pela paz

Aqui vai esta mensagem muito oportuna do Padre Zezinho, que me enviou a Sheila.
Aquele da fotografia vou com calma acabar de decifrar até amanhã, pois não pude ir na lan house imprimir pelo pendrive:


Unidos pela paz - Pe. Zezinho, scj
Oro pelas igrejas cristãs, dirigidas por irmãos sinceros. Nossa busca é a mesma.
Une, Senhor, nossas igrejas na construção da paz. Saibamos ser fortes e firmes sem ser cruéis, vencer sem destruir ou esmagar e perder sem odiar e ficar ressentidos, a ponto de nos vingarmos ou de querer a morte de quem nos silenciou.
Dá-nos a serenidade e a mansidão dos mártires, ou a dos vencedores cheios de misericórdia. Se perdermos alguma causa, vivamos a paz de quem, como Paulo, mesmo não tendo vencido, fez uma boa luta, e mesmo não tendo chegado à frente de todos, não parou no meio da corrida. Jamais cruéis ou insensíveis. Dá-nos a verdadeira teologia dos vencedores em Ti.
Queremos que o mundo conheça o teu poder e a tua paz que são muito mais do que vitórias, sucessos e primeiros lugares, muito mais do que sucesso financeiro. Mostra-nos o que é crer no teu poder e na tua paz. Torna-nos menos pragmáticos. Não tem que dar tudo certo e não tem tudo que trazer resultados palpáveis na mesma hora. Que aprendamos a arte de semear, plantar e cultivar muito antes de querer os frutos.
Somos e continuaremos frágeis, algumas vezes perderemos, porque discípulo teu ás vezes perde, mas dá-nos o jeito do riacho que diante das pedras acha o seu caminho sem destruir a pedra. Chamaste-nos a elevar e não esmagar este mundo. Unidos na busca da verdadeira justiça e da verdadeira paz, secundados e motivados pela tua graça, assim perseveremos!

sábado, 21 de janeiro de 2012

posição ecumênica

Afinal alguém se pronunciou, e foi a querida Sheila, a quem muito considero, e que fez e faz muitos cursos, e sempre apresenta assuntos dela e de outros com categoria, enfim, é abalisada, e a opinião dela para mim é importante. Em vista disso, reconsidero minha consideração sobre a palavra Namastê:
Pois afinal, ao pé da letra a significação não tem nada de errado, então por que contestá-la? Pois nossa Igreja tem dois mil anos, e experiência para não encrencar à toa. E estamos na semana de oração em prol do empenho ecumênico.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O MEU CREDO-ESPERANÇA

CREIO
Num Deus eternamente Criador,
         embora os homens queiram destruir a sua obra.
Num Deus-Pai de todos,
         embora só alguns saibam que são seus filhos.
Num Deus-Família,
         embora a família humana, feita à sua imagem,
         se vá desagregando por falta de amor.
Num Deus-Misericórdia,
         embora poucos saibam perdoar.
Num Deus-Irmão que viveu conosco
         as dores e as alegrias da vida, embora tantos rejeitem a fraternidade.
Num Deus-Pobre que fez do amor a única riqueza,
         embora muitos desperdicem este tesouro.
Num Deus-Amigo que vive no mais íntimo do nosso ser,
         embora poucos tenham descoberto esta presença misteriosa.
Num Deus-Paz, no meio da tormenta,
         embora poucos evitem a guerra e a discórdia.
Num Deus-Partilha, feito pão da nossa mesa,
         embora tantos prefiram comer s ozinhos.                   
Num Deus-Alegria em perene novidade,
         embora muitos impeçam os pobres e os pequenos de festejarem a vida.
CREIO num Deus-Pai que me quer bem e espero que um dia a humanidade acredite no amor que                este       Deus-Pai lhe tem.
                                                                                 de Maria Rita V. Perfeito